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Customer Success vs Customer Experience: 8 Diferenças Essenciais

  • DesignGuy
  • Aug 11, 2025
  • 6 min read

Talvez você já tenha ouvido falar em Customer Success e Customer Experience e achado que tratam da mesma coisa. É super comum, especialmente para quem está começando a olhar para estratégias centradas no cliente. Mas, apesar de bastante conectados, os dois conceitos têm missões e resultados distintos. Se você quiser de fato engajar, reter e conquistar clientes fiéis como as empresas mais admiradas do mundo, entender essas diferenças é o primeiro passo.


Two people smiling; one with a headset using a laptop, the other holding a star. Background features "VS," checkmark, and stars. Blue-orange theme.

O que realmente é Customer Success?

Customer Success, ou Sucesso do Cliente, é o trabalho de garantir, de maneira ativa, que um cliente alcance os resultados desejados usando um produto ou serviço. O foco principal está em apoiar o cliente pelo caminho, antecipando necessidades, sugerindo soluções e eliminando obstáculos. Não se deve esperar que o cliente reclame, como muitas empresas fazem.

você precisa Estar sempre à frente do problema.

Empresas que apostam forte em Customer Success costumam ter equipes treinadas para mapear objetivos de cada conta, acompanhar indicadores de satisfação, reduzir cancelamentos e expandir oportunidades.


A HubSpot, por exemplo, tornou-se referência mundial por alinhar toda sua operação a metas de longo prazo dos clientes. E, sinceramente, quem já experimentou sabe o diferencial que isso gera.


E o Customer Experience, como funciona?

Já o Customer Experience (CX), ou Experiência do Cliente, é sobre como seu cliente se sente em cada ponto de contato com a sua marca. Vai muito além do momento da venda. CX envolve a percepção global do cliente sobre a empresa, abarcando marketing, atendimento, produto e até as impressões do pós-venda. Empresas com forte cultura de CX, como a Disney, conseguem entregar verdadeiros momentos mágicos, cuidando de detalhes invisíveis que criam memórias marcantes.


Não por acaso, segundo uma pesquisa da PwC em 12 países, 73% apontam a experiência como principal fator de decisão de compra. Uma experiência inesquecível faz o cliente voltar. E faz ele recomendar sua marca pelo simples prazer de compartilhar algo bom.


As 8 diferenças que você precisa entender

Agora que as definições estão mais claras, que tal ver onde tudo se separa? Essas diferenças podem parecer discretas no dia a dia, mas são o que separa marcas amadas de concorrentes esquecíveis.


1. Abordagem: proativo x reativo

  • Customer Success: Proatividade extrema. O time antecipa dificuldades e apresenta soluções antes mesmo do cliente pedir. A ideia é agir para evitar churn e promover oportunidades de sucesso.

  • Customer Experience: Geralmente mais reativo e abrangente. O foco está em observar e ajustar com base no feedback de múltiplos canais, muitas vezes depois que a experiência já aconteceu para, assim, criar experiências incríveis.


2. Objetivo final

  • Customer Success: Fazer o cliente alcançar resultados concretos com aquilo que comprou. Retenção, expansão de conta, reduzir cancelamento.

  • Customer Experience: Construir uma percepção positiva global. Aqui, o objetivo é encantar, surpreender e criar vínculo emocional.


3. Métricas típicas

  • Customer Success: Churn rate, Net Retention, expansão de contas, tickets resolvidos, adoção de funcionalidades novas.

  • Customer Experience: CSAT (Customer Satisfaction Score), NPS (Net Promoter Score), avaliações, análises de sentimento e até menções em redes sociais.


4. Jornada do cliente

  • Customer Success: Trabalho mais intenso no pós-venda. Aqui se constrói a jornada de valor, mapeando etapas e acompanhando resultados.

  • Customer Experience: Desde antes do cliente pensar na compra até o pós-venda. Tudo importa: anúncio, navegação no site, frase do suporte, embalagem, e por aí vai.


5. Vínculo com vendas e marketing

  • Customer Success: Geralmente está mais próximo do time de pós-vendas e atendimento, mas precisa dialogar com vendas para garantir alinhamento de expectativas.

  • Customer Experience: Perpassa todos os departamentos. Muitas vezes, o time de CX assume papel de coordenador entre marketing, vendas, produto e suporte, promovendo uma visão holística.


6. Foco temporal

  • Customer Success: Cuidar de resultados no curto e médio prazo, priorizando conquistas rápidas e, depois, expansão e fidelidade.

  • Customer Experience: O efeito do CX costuma ser contínuo, impactando como o cliente vê e sente a marca ao longo do tempo.


7. Impacto no brand equity

  • Customer Success: Influencia o valor da marca indiretamente por meio de retenção e crescimento de contas.

  • Customer Experience: A construção do valor da marca nasce, em boa parte, da lembrança positiva (ou negativa). A Disney mostra, como ninguém, esse poder de criar fãs vitalícios cuidando da experiência como um todo.


8. Influência no posicionamento competitivo

Casos práticos: o que as melhores fazem?

Vejamos empresas que são referência mundial. HubSpot mede o sucesso dos clientes com check-ins constantes e times especializados, colocando o resultado do cliente acima da própria venda. Isso diminui o temido churn e potencializa o crescimento.


Já na Disney, tudo é pensado para que cada ponto de contato seja motivo de alegria e surpresa. Desde o sorriso dos atendentes até o cheiro das lojas, tudo remete ao encantamento. Não surpreende que a fidelização lá vá muito além da média do mercado.


Enquanto boa parte dos concorrentes ainda trata Customer Success e CX como coisas isoladas, investindo apenas em SAC ou em pesquisas de satisfação, é a combinação sofisticada desses dois conceitos que faz empresas se destacarem de verdade. Por exemplo, adotar design orientado à experiência do cliente, como explicado em um estudo sobre o papel do design na experiência do cliente em grandes empresas, tira sua operação do lugar comum.


Marcas que inovam unem sucesso e experiência em uma única estratégia.

Desafios para integrar sucesso e experiência

Fazer as áreas de Customer Success e Customer Experience andarem juntas pode ser um baita desafio. Muitas vezes, cada time trabalha com sistemas, relatórios e metas totalmente separados, o que é um erro. Isso causa desencontros, duplicidade de esforços e desperdício de informações riquíssimas.


Um gargalo recorrente é o desalinhamento de dados. O cliente cita uma insatisfação ao time de CX, mas ela não chega até a equipe de sucesso do cliente. Ou então, indicadores de lealdade e reclamações são subutilizados porque não há integração entre CRM e plataformas de atendimento. Nestes casos, a solução seria um ecossistema tecnológico conectado e times que trocam informação de forma organizada.


Além disso, outro desafio comum está na definição de objetivos. Customer Success busca aceleração de resultados e expansão de contas; CX olha para emoções e memória afetiva. Muitas empresas ainda têm dificuldade de alinhar ambas as métricas para que caminhem juntas rumo ao mesmo destino.



Por aqui, já vimos equipes superarem essas barreiras apostando em ferramentas ágeis, integração de times remotos e processos que privilegiem colaboração, como um design sprint estruturado desde o planejamento ou reuniões semanais ou quinzenais.


Como construir sinergia real entre as áreas?

Você pode começar com algumas atitudes já testadas e aprovadas em diversos segmentos:


  1. Crie pontos de contato entre os times: Reuniões periódicas, objetivos compartilhados e trocas de informações vão evitar desperdício de tempo, esforços e mau entendidos.


  2. Unifique os dados: Aposte em plataformas que permitem cruzar indicadores financeiros, operacionais e de satisfação, criando uma visão completa do cliente.


  3. Desenhe a jornada do cliente juntos: Busque mapear pontos críticos e oportunidades de encantamento desde o primeiro clique até a renovação de contrato. Entenda mais sobre a integração do design ao planejamento de produto.


  4. Envolva o time de marketing: A comunicação precisa refletir a mesma mensagem e por isso o marketing precisa ser envolvido neste processo.


  5. Treine times para colaboração remota, se for seu caso: O trabalho híbrido ou remoto pode ser um aliado e tanto se bem estruturado, especialmente dentro de estruturas híbridas ou 100% remotas. Tem um passo a passo interessante sobre isso em como gerenciar demandas com equipes de design remotas.


sucesso e experiência não brigam. Se completam

Pode parecer contraditório, mas é essa mistura de foco em resultados concretos (Customer Success) com experiências marcantes (Customer Experience) que cria marcas quase irresistíveis.


Os números mostram: marcas que integram bem essas áreas têm maior lealdade dos clientes e resultados financeiros bem acima da média mundial, como reforçam diversos estudos sobre retenção e receita.


Para levantar todas essas iniciativas, é fundamental ter um designer de confiança ao seu lado. E a DesignGuy pode ser seu parceiro ideal. Entregamos em uma média de dois dias, com altíssima qualidade. Se quiser saber mais, agende agora uma ligação.

 
 
 

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